O perigo dos alimentos ultraprocessados

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O perigo dos alimentos ultraprocessados

A maioria dos alimentos que consumimos atualmente passa por algum tipo de processamento – a definição de processamento é dada pelo conjunto de métodos que tornem os alimentos comestíveis, garantam a segurança alimentar e conservem os alimentos por um determinado período. Muitas vezes o processamento de um determinado alimento é indispensável para a garantia de que não haverá intoxicação alimentar ao consumi-lo.

Um exemplo é o processamento do palmito, que precisa ser conservado em salmoura acidificada (pH abaixo de 4,5), com adição de conservantes e passar por tratamento térmico (esterilização, temperatura de 121ºC), para eliminar os esporos da bactéria Clostridium botulinum. A bactéria é produtora de uma neurotoxina que, se não tratada rapidamente, pode ser letal.

Com o avanço da tecnologia, as indústrias apostam cada vez mais em alimentos processados, ou seja, alimentos fabricados com adição de substâncias à base de conservantes, corantes, estabilizantes e demais substâncias que dão aroma e sabor aos alimentos, para torná-los mais duradouros. Como exemplo temos as conservas, as compotas de frutas, alimentos defumados e produtos enlatados (como sardinhas, atum, ervilhas e milho).

Segundo o Guia Alimentar Brasileiro, “limpeza, remoção de partes não comestíveis, secagem, embalagem, pasteurização, resfriamento, congelamento, moagem e fermentação são exemplos de processos mínimos que transformam alimentos in natura em minimamente processados. Note-se que, como em todo processamento mínimo, não há agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento.”

Os demais produtos que consumimos são totalmente industrializados com percentual pequeno de alimento e alta adição de substâncias prejudiciais ao nosso organismo.  Esses produtos são ultraprocessados como é o caso de biscoitos, sorvetes, misturas de bolo, refrigerantes, pizzas, temperos instantâneos entre outros.

Na pressa do dia a dia, por vezes, acabamos consumindo esses alimentos, mas apesar de serem práticos, é preciso ter cuidado: a maioria possui grandes quantidades de açúcar e conservantes, o que pode trazer prejuízos tanto à sua dieta quanto à sua saúde.

Os alimentos ultraprocessados possuem altos índices de processos químicos em sua composição, são pobres em micronutrientes (vitaminas, sais minerais, água e fibras), o que impacta negativamente favorecendo o desenvolvimento das DCNTs (Doenças Crônicas Não Transmissíveis). Os acidulantes, por exemplo, podem levar à descalcificação de ossos e dentes. Outros aditivos costumam afetar as funções gastrointestinais, podendo causar alergias.

o consumo dos alimentos ultraprocessados tem relação direta com os altos índices de colesterol, sódio, cálcio, ferro e calorias presentes nesse tipo de alimento. Isso porque o processo pelo qual esses alimentos são submetidos retiram todos os nutrientes, porém mantém as calorias. Um bom exemplo são os embutidos (salames, mortadela, presunto e salsicha), que durante o processamento perdem as proteínas adequadas, ficando somente com a gordura.

A regra de ouro é fazer dos alimentos in natura e minimamente processados a base da alimentação. Além disso, é recomendado que limitemos o consumo de alimentos processados e que evitemos o consumo de alimentos ultraprocessados.

Então, mais fácil seria pensar: “voltemos a comer como nossas avós comiam”. Mas, embora essas recomendações pareçam fáceis de serem seguidas, grande é a confusão sobre o quais são os alimentos que se encaixam em cada categoria. Então vamos explicar detalhadamente a seguir:

Alimentos frescos

São aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais (carnes, verduras, frutas e legumes, ovo e leite). Alimentos minimamente processados são aqueles que passam por processos como limpeza, moagem e pasteurização, mas não agregam substâncias aos alimentos (arroz, feijão, lentilhas, cogumelos, farinha de mandioca e massas frescas, leite pasteurizado).

Alimentos processados

São aqueles que recebem adição de sal ou açúcar para se tornarem mais duráveis e atraentes (conservas em salmoura, compotas de frutas, carnes salgadas e defumadas, queijos, sardinha e atum em lata).

Alimentos ultraprocessados

São aqueles que contêm pouco ou nenhum alimento inteiro e muitos aditivos, como corantes e conservantes (salsicha, biscoitos, sorvete, molhos prontos, misturas para bolo, macarrão instantâneo, refrigerantes e congelados).

Iniciativa SEBRAE/MS